Sabe, eu tenho até medo de que pareça papo partidário. Não é mesmo. Mas quem me conhece um pouco, e sabe da minha história de vida, entende o que vou compartilhar nesse texto.

O Dia das Mães desse ano foi barra. Porém, pela primeira vez na vida foi uma “barra” no bom sentido. Passei chorando e no Whatsapp com a minha mãe. Ela, que me inspira a contar onde eu cheguei, começando pela sua história, sabe o peso das minhas lágrimas – de alegria. Minha mãe que fugiu de casa aos 17 em busca de uma vida melhor, acabando na rua e depois, e por muitos anos, em um barraco feito de materiais coletados na rua, sabe por que hoje eu choro: mudou-se para o interior de Alagoas e lá, pela primeira vez em 50 anos de vida, está construindo sua primeira casa própria.

Daí eu vi esse vídeo circulando pela internet e chorei de novo. Quantas vezes nos disseram que não era possível! Quantas vezes minha mãe fez centenas de planos visando um teto para chamar de seu e foi frustrada, não só pela falta do dinheiro, mas também, pelo preconceito do mundo aqui fora.

Eu não tive meu cantinho, como a Virgínia tem o dela agora, na infância. Mas está tudo pago ao ver que minha mãe agora é como a Vanessa que se empoderou de seus sonhos e não tem agora apenas “uma casa” mas alcançou seu espaço no mundo.

O #MeuMundoMelhor é construído aos poucos, todos os dias, ao saber que mais “Vanessas” podem oferecer a suas “Virgínias” uma vida melhor. Assim como minha Sandra batalhou tanto para oferecer a minha.

Obrigada, mãe.

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