Recém Casados

“Era uma vez, um príncipe encantando e uma linda princesa” ou “… e foram felizes para sempre” são típicas frases de contos de fadas e, na maioria das vezes (para não dizer em 100% delas), nossa vida real não é nada parecida com eles. Não, esse não é um texto pessimista que diz como somos infelizes e como tudo é tão difícil. É possível ser muito feliz ao lado de uma pessoa que irá somar coisas maravilhosas à sua vida. A questão é que não basta dizer o “sim” e depois se imaginar como a Cinderela ou a Branca de Neve. Recém casados podem ter problemas como qualquer outro casal e nem sempre é fácil saber como vencer os primeiros desafios.

Até no cinema o tema tem destaque. Brittany Murphy e Ashton Kutcher, no filme “Recém Casados”, de 2003, passaram pelos problemas de um casal que acabou de se casar e precisava começar uma vida juntos. Sarah e Tom não possuíam nem mesmo o apoio de suas respectivas famílias e amigos, que acreditavam ter sido um erro a união dos dois. E seus problemas começam logo após o casamento, quando eles partem rumo à Europa, em uma lua-de-mel que não podia ser mais atrapalhada. Com esse cenário, eles precisam superar muito desafios, problemas externos e internos, brigas e dúvidas.

No filme, o final é feliz e, na vida real, é o que nós também queremos que aconteça. Às vezes, você pode sentir uma preocupação em ser perfeita, uma insegurança em não estar agradando ou fazendo o que é “certo” ou manda a etiqueta dos recém casados. Bom, na verdade, são exatamente essas tentativas loucas de perfeição que podem atrapalhar o início da vida a dois, que tem tudo para ser maravilhosa. Mas como vencer os primeiros desafios?

CONSELHOS PARA MARINHEIROS DE PRIMEIRA VIAGEM

“…não idealizar demais o casamento.”

O primeiro passo nesse comecinho de caminhada é, exatamente, não idealizar demais o casamento. Se a gente parar para pensar, é até normal criar grandes expectativas; o único problema é que pode ser difícil esse início de jornada, com altos e baixos e alguma dificuldade para lidar com as novas situações. Se você criar muita expectativa em cima de tudo, pode se decepcionar.

“Mantenha o diálogo, converse sobre tudo.”

Além disso, é sempre bom pensar que, sim, o casamento pode ser um marco, mas aquela pessoa que está ao seu lado é ainda o seu namorado ou a sua namorada e você já a conhece. Mantenha o diálogo, converse sobre tudo. Não pense que existe um ser estranho ao seu lado nem que você é estranha a ele. Tome todas as decisões da casa em conjunto: economia e gastos, serviços domésticos e até o que será feito nos momentos de lazer.

Quando dialogamos, já damos o primeiro passo para outro ponto muito importante: o respeito às diferenças. Estar casados não significa fazerem tudo junto e partilhar os mesmos gostos. Todo mundo precisa de um tempinho para si mesmo. Estipulem dias para programas com seus respectivos amigos e aproveite os outros dias para curtirem a vida de recém casados. Não vale a pena, mesmo, brigar por coisas pequenas.

“Um casal deve, antes de qualquer coisa, ser amigo.”

Tanto você quando a pessoa que está ao seu lado precisam de respeito. É sempre a melhor escolha aceitar o outro do jeito que ele é e tentar manter acordos de paz. Um casal deve, antes de qualquer coisa, ser amigo. A amizade é, certamente, a relação de maior cumplicidade no mundo e, se vocês souberem cultivá-la, não só a vida de recém casados será maravilhosa como também o “felizes para sempre” será possível. As pequenas coisas do dia a dia podem até gerar discussões, mas se vocês sempre relembrarem os motivos que fazem com que estejam juntos, perceberão que essas brigas não levam à nada.

Por fim, o velho e importante limite em relação às famílias. Até onde ele vai? Como saber se está grande ou pequeno demais? Em primeiro lugar, lembre que vocês dois possuem suas famílias e que elas também fazem parte dessa nova vida. É importante ter boa vontade para lidar com a sogra, a cunhada etc. Entretanto, é legal estabelecer algumas regras para que as coisas não saiam do controle e para que nenhum de vocês dois se sintam invadidos pela família alheia (ou até pela própria).

Aliás, esse lance de família… Hummm! Tem outro lado também: a saudade que você sentirá dela! Nova casa, nova rotina, novas obrigações e uma nova pessoa ao seu lado. A vida inteira, você se acostumou com os seus pais pertinho de você e, agora, não dá para carregá-los para dentro dessa nova etapa, mesmo que você morra de saudades. Como lidar com isso?

O QUE FAZER COM A SAUDADE DOS PAIS?

Você está começando uma nova etapa da sua vida e é essencial que, junto com sua “cara metade”, seja construído um relacionamento com individualidade e privacidade a quatro mãos.

Adaptar-se às mudanças é um papel que cabe a toda família, pois a boa dinâmica que os envolve torna a nova realidade mais fácil. Se pais e filhos tiverem uma relação saudável, tudo será equilibrado e não haverá sentimento de culpa por parte dos filhos que saíram de casa para a nova vida. Isso é muito comum nesses casos e muitos acabam exagerando no cuidado com os pais. O contrário também acontece, quando os pais sentem-se culpados e acham que os filhos não saberão lidar com os novos problemas, dificultando o amadurecimento e a vida do novo casal.

O que também deve ser lembrado é que, se o cuidado com a culpa e a aproximação exagerada tornam-se importante, a distância excessiva também não é a melhor solução. Seus pais podem achar que você é ingrata e você pode se sentir abandonada. As cobranças vão surgindo e o respeito acaba se perdendo.

“…tente encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção.”

O certo é todos entenderem a fase de cada um, pois quando isso acontece as cobranças e discussões são muito improváveis. Principalmente se houver diálogo. Essa é a melhor forma de lidar com a distância. A saudade sempre existirá, principalmente no início do casamento, já que é um período de adaptação. E, embora não haja uma fórmula exata do que realmente precisa ser feito para que ela diminua, tente encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção. Se sentir muita falta dos seus pais, ligue. Se sentir necessidade de visitá-los ou convidá-los para ir à sua casa, faça isso. Mas lembre-se de combinar tudo, primeiramente, com seu companheiro e entenda que, agora, vocês dois são o núcleo de uma nova família.
E se não conseguir, por algum motivo, visitar sua família, não se culpe. Explique com sinceridade a situação e tente, pelo menos, manter contato à distância, pelo celular ou pela internet. Numa nova oportunidade, vá até eles e recompense de acordo com o tamanho da sua saudade. Que, tenho certeza, sempre será enorme!

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