Olá, pessoal, tudo bem?

Passear é gostoso, descansar também, mas é sempre bom conhecer um pouco sobre a história e cultura do lugar onde vivemos, não é mesmo? E, principalmente, aprender a preservar a herança cultural e natural de nossa cidade, de nosso Estado.

Por isso, a minha dica de hoje é um passeio cultural bem conhecido em Goiânia: o Memorial do Cerrado. Eleito em 2008 como o local mais bonito da cidade, é um complexo científico que funciona no Campus II da PUC Goiás e  representa as diversas formas de ocupação do bioma e os modelos de relacionamento com a natureza e a sociedade. Lá eles retratam desde a origem do planeta Terra à chegada dos portugueses ao Brasil, além de dar um alerta sobre a preservação do Cerrado brasileiro, bioma de suma importância nas questões ecológica de nosso país.

Vem comigo saber mais!

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Instalado em uma enorme área arborizada e com um lindo lago, o Memorial do Cerrado é ideal pra quem quer ter uma ideia de como eram as cidades históricas goianas do século XVII e XVIII. A visita tem início no Museu de História Natural, onde você encontra uma verdadeira aula da nossa flora e fauna, sobre o solo e seus minerais e sobre as civilizações que já habitaram nossa região. O acervo é riquíssimo e inclui fósseis com datação de até 600 milhões de anos, animais empalhados e uma floresta petrificada. O espaço de exposições do Museu tem painéis e cenários que narram a história evolutiva da Terra e do cerrado.

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Ao sair do Museu, o visitante se depara com a Vila Cenográfica de Santa Luzia. É uma pequena vila onde estão representadas as principais atividades de uma cidade do interior na época do ciclo de ouro. Ao lado da Vila encontra-se uma fazenda, onde estão objetos que representam as atividades rurais de antigamente, como carros de bois, moenda de cana de açúcar e monjolos. E é interessante perceber como a casa foi perfeitamente reconstituída, com móveis e decoração da época, com tudo muito limpinho e bem conservado. Andar por aqui te permite ser inserido na história colonial e reviver aqueles tempos, por meio do contato com a serraria, a venda, oficinas e até mesmo um bordel!

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A partir da fazenda, o visitante passará por uma trilha que chegará ao Quilombo, onde foi reconstruído o local de resistência ocupado e organizado pelos africanos e descendentes que fugiam do trabalho escravo. É uma réplica fidedigna dos modelos de quilombos existentes no Brasil, inclusive com móveis como os que eram feitos pelos antigos escravos.

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Ainda seguindo a trilha, o visitante chega até a Aldeia Timbira, réplica em tamanho original de uma aldeia indígena da Tribo, com formato circular, na qual cada casa tem um caminho que dá acesso ao pátio – o centro de atividades da tribo.

Sobre as trilhas que dão acesso ao Quilombo e à Aldeia, foram abertas no interior da reserva intacta de floresta tropical e cerrado que existe na Estação Ciência São José. Em uma área de 2km de extensão, incentivam o contato com a natureza e o desenvolvimento do espírito esportivo e de aventura.

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Por ser de cunho cultural e educativo, o Memorial do Cerrado recebe, diariamente, grupos de estudos e pesquisa. Para isso, conta com o Espaço de Educação Ambiental Dalila Coelho Barbosa, um auditório ao ar livre com 150 lugares, destinado à oficinas educativas, piqueniques e recreação.

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E por fazer parte de um projeto universitário com o objetivo de fomentar o conhecimento sobre história, natureza e cultura de nosso Estado, a entrada é bem em conta: R$10 por pessoa. Funciona de terça a sábado, das 9h às 17h e as visitas precisam ser agendadas, por serem, claro, monitoradas.

Para mais informações acesse:

www.ucg.br/institutos

Beijos e até a próxima!

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