Nômades digitais
Nômades digitais

Não é de hoje que algumas pessoas decidem largar suas vidas organizadas e estáveis para sair pelo mundo conhecendo novos lugares e buscando desafios diferentes. A pressão e a correria de viver em busca de dinheiro e tudo o que o padrão consumista impõe fazem com que muitos optem pela qualidade e não pela quantidade. Muitos casais, por exemplo, estabeleceram um novo estilo de vida e, atualmente, atendem pelo nome de nômades digitais. Nômades, por serem cidadãos do mundo, sem morada fixa; digitais, por terem, na Internet, um meio de comunicação e sobrevivência.

Nômades digitais
Nômades digitais

presos em um escritório, não viviam, mas sobreviviam

Leonardo Spencer e Rachel Paganotto são exemplo disso. Há alguns anos, eles se deram conta de que perdiam todo o tempo de suas vidas trabalhando para juntar dinheiro e que, presos em um escritório, não viviam, mas sobreviviam. Por isso, em um belo dia, Leonardo e Rachel resolveram mudar de vida. O casal, que levava uma vida totalmente urbana em São Paulo (eles trabalhavam em um banco e possuíam um bom padrão de vida), decidiu que era hora de mudar. Em suas próprias palavras, sentiram “a necessidade de começar um novo ciclo, talvez com menos dinheiro e mais insegurança, porém com mais vida”.

Da decisão e da vontade de uma mudança, surgiu o projeto “Viajo Logo Existo”. O casal buscou contatos de outras pessoas que já tinham experiência em viagens e correu atrás de um carro que se adequasse às suas necessidades. Pesquisaram preços, analisaram os investimentos que precisariam fazer e toda a burocracia que enfrentariam, organizaram um roteiro e foram dando vida ao sonho de largar tudo, cair na estrada e existir”!

Na estrada desde 2013, Rachel conta que eles demoraram um ano para planejar a viagem e, no planejamento, definir a meta de gastos. “O grande lance foi poder alugar nosso apartamento e ele foi a fonte de renda para o primeiro ano de viagem”, diz. Depois, conseguiram criar uma loja virtual no site com vários produtos personalizados. “Esse foi o começo de tudo. Começamos vendendo algumas fotos, depois canecas e camisetas. Hoje, a venda dos produtos já ajuda bem o orçamento da viagem”, ela confirma.

A Internet, aliás, tem um grande peso na vida do casal, que observa o quanto “os nômades digitais têm aproveitado a internet para trabalhar de qualquer lugar do mundo, criando sites, lançando livros e fazendo isso de uma forma dinâmica”. Segundo eles, quando criaram o seu próprio site, o intuito era ajudar futuros viajantes, pois foi muito difícil encontrar informações básicas para a própria viagem. “A ideia era justamente ajudar e mostrar que com um pouco de planejamento é possível fazer uma viagem como essa”, contam. Assim, abriram a porta para receberem um grande número de seguidores e propostas de trabalho ligadas ao projeto. “Agora, com dois anos de viagem e o site e o Facebook do tamanho que estão, começam a surgir mais e mais propostas e, o mais importante, propostas razoáveis”.

Nômades Digitais
Nômades Digitais

Uma das grandes conquistas nesse sentido na vida de Rachel e Leonardo são os livros publicados. Eles fizeram uma pesquisa com os seguidores e perguntaram que tipo de produto eles gostariam de ter acesso e que preço estariam dispostos a pagar. Ao descobrirem que um livro seria um bom investimento, eles buscaram mais esse projeto. “Mesmo não tendo o dinheiro para fazer o livro, fomos pesquisar como poderíamos fazer e descobrimos o financiamento coletivo. Dessa forma, junto com os seguidores, viabilizamos o livro”, conta Rachel. O primeiro foi sobre a América e o segundo, Europa; ambos estão à venda no site.

Perguntados sobre como é a vida de nômade viajando pelo mundo afora, eles dizem que não sabem listar as dificuldades, “pois elas foram sendo resolvidas no dia a dia, como parte da rotina” e que, “o geral, o mais difícil é ficar longe da família”. Também nos contam que as melhores surpresas destes últimos anos são as pessoas que conheceram pelo caminho. “Planejamos os lugares, mas as pessoas não tínhamos como planejar, e elas tem sido uma incrível surpresa. Nunca fizemos tantos amigos novos como na viagem”, relatam. Quanto à saudade, sentem falta das pessoas e, às vezes, da rotina também. Mas, no final das contas, confessam que a rotina de um casal nômade é muito boa: “Temos aproveitado muito esse tempo juntos e não tenho dúvidas de que vamos sentir falta a hora em que acabar”!

Quer saber mais sobre os nômades digitais?

A gente nasce e parece que tudo já está traçado. Estudar, se formar, conseguir um ótimo emprego no qual você se esforça para ficar pelo resto da sua vida, alcançar estabilidade financeira, casar, ter filhos e se aposentar. Esse padrão que a maioria das pessoas considera “normal” foi construído há muito tempo. Um mundo cheio de expectativas sobre você mostrando que essas são as suas únicas escolhas. Bom, isso era um tremendo engano. Existe uma outra forma de enxergar as coisas e, nela, é você que apresenta suas expectativas ao mundo, sem exatamente seguir todas as fases do plano inicial.

Sim, existe um plano B!

Sim, existe um plano B! Já se imaginou trabalhando de qualquer lugar do mundo, vivendo de uma maneira completamente diferente, fora da rotina desgastante e agitada que estamos acostumados? Esse tipo de coisa é mais comum do que você imagina e devemos agradecer à Internet. Além de elevar a grandes potências a maneira como nos comunicamos hoje em dia, ela trouxe inúmeras possibilidades de novos trabalhos. Ou seja, você pode viajar, se divertir e, ainda assim, ganhar dinheiro com isso.

Quem são? As pessoas que adotam esse estilo de vida encantador são chamadas de nômades digitais. Sozinhas, acompanhadas de amigos ou com um parceiro, elas têm a tecnologia a seu favor e vão além do home office ou do “emprego em um outro país”. Não possuem moradia fixa e não são elas que seguem o trabalho. É ele que as acompanha.

O que fazem? É claro que os negócios precisam ser adaptáveis ao modo de vida nômade e online. Não é qualquer trabalho ou função que oferece essa possibilidade. Produção de conteúdo, criação de sites, video maker, venda de produtos, MKT de afiliados, fotografia, ebooks ou blogs são algumas das possibilidades para quem deseja viver por aí. Também existem freelas de designers gráficos, programadores, escritores, fotógrafos, jornalistas, blogueiros, consultores e coachings, por exemplo.

De onde eles vêm? A comunidade dos nômades digitais é bem grande, tendo maior concentração entre americanos, europeus e alguns australianos. Pouquíssimos brasileiros ou mesmo sul-americanos já possuem esse estilo de vida, mas já encontramos alguns por aí, vide a história da Rachel e do Leonardo e de muitos outros que estão com seus sites e blogs ativos na Internet.

Como isso começou? Um americano, certa vez, ficou milionário por causa de um livro que se tornou best seller: “The 4-Hour Workweek”. Tim Ferris dizia que todo mundo era capaz de ter um negócio online e ser feliz trabalhando quatro horas por semana sem ter de esperar a aposentadoria para aproveitar a vida. A partir daí, milhares de sites e negócios online no mercado americano ganharam dinheiro vendendo essa ideia e motivando pessoas a pedirem demissão e a construírem o trabalho dos seus sonhos, se possível, viajando.

Isso gerou um grande problema, pois embora dessem força para as pessoas mudarem suas vidas, não ensinavam nada de útil e muitas pessoas acabavam fazendo uma grande “burrada”. Como aprendemos com o nosso casal, é preciso muito planejamento e certeza do que queremos. Parece muito simples ser nômade digital, montar um blog, produzir conteúdo, criar uma loja virtual, mas a verdade é que, sem organização e passos firmes, a vida pode se tornar uma grande bagunça.

Ser nômade digital é uma decisão de vida, que pode ou não durar para sempre.

Para não ter dúvidas! Os nômades digitais não são apenas mochileiros de férias, eles precisam sobreviver e correr atrás de algum lucro para terem suas necessidades básicas supridas. Ser nômade digital é uma decisão de vida, que pode ou não durar para sempre. É uma escolha de não ter uma casa para onde voltar, não ter raízes firmadas e não ter, exatamente, um objetivo, um porto seguro em que desejam chegar. É aproveitar o percurso e as novidades que a vida apresenta enquanto buscam meios de sobreviver.

Leonardo e Rachel, em seu site, dizem o seguinte: “Definir um objetivo para um projeto é algo que deveria ser simples e fácil, mas esse não é o nosso caso! Já faz algum tempo que as pessoas perguntam qual é o nosso objetivo com essa viagem e, para variar, nunca temos uma resposta pronta, na ponta da língua!”

De qualquer forma, vamos combinar que conhecer profundamente vários lugares, pessoas e culturas incríveis o tempo todo, ter flexibilidade de horários e um custo de vida relativamente mais baixo parece ser realmente muito encantador! Até porque você não precisa anular todo o plano A para seguir esse caminho, ele pode se adaptar ao plano B.

Nômades digitais
Nômades digitais

Para quem quiser conhecer, o site do projeto “Viajo, logo existo” é um espaço completo com todas as informações possíveis sobre o projeto, as viagens, os lugares e cada curiosidade que é parte disso tudo. Detalhes do planejamento são compartilhados com os seguidores, como preço do diesel no mundo, documentos, planos de saúde, vacinas, seguros e travessias marítimas. Sem contar a loja virtual e as redes sociais.

E tem também o “Nômades Digitais“. Super famoso, tem apoio do Hypeness e conta com muita informação util!

http://viajologoexisto.com.br/
http://nomadesdigitais.com/
https://www.facebook.com/pages/Viajo-Logo-Existo/107656922714861?fref=ts
https://instagram.com/lspencer/

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